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Conheça a História da Protensão

29 de Janeiro de 2016

Em primeiro lugar, lembremo-nos do início da aplicação da protensão no Brasil. Em 1949, foi inaugurada a primeira ponte em concreto protendido do Brasil e das Américas, a Ponte do Galeão, que dá acesso aquele aeroporto do Rio de Janeiro, e foi recorde mundial de vão durante alguns anos. Um dos integrantes da equipe de sua construção foi o jovem engenheiro Carlos Freire Machado, que depois se tornaria presidente da STUP - Processos Freyssinet S. A. e foi o grande professor e responsável pela divulgação da protensão por todo o Brasil. Essa ponte, que continua sendo o principal acesso ao Aeroporto do Galeão, foi construída no sistema não aderente, usual ainda por muitos anos no Brasil e no mundo.


O sistema não aderente de então consistia em se pintar os fios com betume, envolvê-los com uma ou mais camadas de fitas de papel Kraft enroladas helicoidalmente sobre os fios, formando uma bainha para isolá-los do concreto e permitindo o deslizamento dos fios em seu interior. Essas fitas de papel foram substituídas por plástico, mas ainda não estanques, pois permitiam que a nata de cimento do concreto pudesse muitas vezes penetrar em seu interior.


Em seguida, na Europa e no Brasil, desenvolveu-se o uso de bainhas metálicas, tubos feitos de chapa fina de aço que poderiam conter diversos fios de aço de protensão em seu interior e que possibilitavam a injeção de uma mistura de cimento, areia e água, pasta protetora contra a corrosão do aço, deixando-se, então, de pintar os fios com betume para protegê-los. Anos depois, com o avanço das técnicas de produção de pasta e da operação de injeção em si, os projetistas estruturais passaram a considerar essa pasta não só protetora contra a corrosão, mas também como interveniente na aderência do aço de protensão à massa de concreto que envolvia a bainha. É a protensão aderente.


EVOLUÇÃO


Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, desenvolveu-se o uso de bainhas plásticas em forma de tubos, que também poderiam conter os fios em seu interior e permitiam a injeção de pasta de cimento. Paralelamente a isso, também nos Estados Unidos,
iniciava-se a protensão leve, assim denominada por ser aplicada por cabos de pequena potência espalhados principalmente em lajes de edifícios. Os cabos eram formados por fios de aço de protensão, engraxados para proteção contra a corrosão, e envolvidos por fitas plásticas enroladas helicoidalmente. Passaram para uso de fitas longitudinais dando uma ou duas voltas sobre o cabo e seladas longitudinalmente com máquinas. Esse período foi marcado por uma série de incidentes em obras, devido à não estanqueidade das bainhas, que permitiam o acesso de agentes agressivos ao aço, principalmente da água com os sais muito utilizados no país para derreter a neve caída sobre os edifícios de estacionamentos de automóveis. 

A evolução final já data de mais de 30 anos, com o uso de cordoalha individual engraxada que ganhou uma capa (bainha) tubular de polietileno de alta densidade, extrudada de forma contínua sobre a cordoalha, promovendo uma perfeita estanqueidade e eliminando os problemas anteriores de possibilidade de acesso de agentes corrosivos ao aço.

Fonte: Revista Concreto

Alan Sean Schütz
Eng.º Civil CREA/SC 092362-9
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Daniel Augusto Pilz
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